Navegando se foi alguém que nunca gostou de Mar. Era da Terra... Afligia-lhe as águas, as correntes, as travessias e os poentes.
Parou no Tempo em tempos de nada saber, o que deixou foram apenas algumas redes e malhas, bóias, tamancos e um barrete negro. Foram negros os seus dias e de negro se vestia. Era um Anjo!... Dizia! Um anjo... até me provoca um rasgado sorriso.
Fez-me percorrer o Deserto nos desertos que plantou em mim. Pensei não mais encontrar a libertação de um Oásis, mas foi uma estupida projecção.
Hoje vivo no Mar com uma sereia, uma VERDADEIRA SEREIA. Onde deixei eu o Deserto?!...
Algures por dentro de mim, mas a água de um mar a levou...
Hoje vivo quase feliz no meu imenso Oceano. Vivo com ela. Aquela que me resgatou do Deserto e me devolveu a frescura das águas de um tranquilo Lago. É onde agora eu estou. Com Ela. Com a minha Sereia.


1 comentário:
O vento da esperança soprou as areias que teimavam em cobrir teus passos no deserto fazendo-te voltar sempre ao mesmo lugar a tua MIRAGEM nesse teu deserto e um oasis emergiu da tempestade que estava dentro de ti fazendo renascer a rosa do deserto que há em TI.
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